
Você provavelmente já ouviu dizer que a Selic subiu, que os juros estão elevados e que o crédito ficou mais caro. O que pouca gente percebe é que, por trás desse cenário, existe um movimento que pode gerar oportunidades no mercado imobiliário: o aumento da oferta de imóveis em leilão. Compreender como esses dois universos se conectam pode fazer toda a diferença para quem está em busca de um bom negócio.
O que é a Selic e por que ela importa para quem quer comprar um imóvel?
A Selic é a taxa básica de juros da economia brasileira, definida pelo Banco Central. Ela funciona como um termômetro, quando está alta, o custo do dinheiro sobe em toda a cadeia (empréstimos, financiamentos, cartões de crédito). Quando está baixa, o crédito fica mais acessível e a economia aquece.
No caso do mercado imobiliário, os juros altos encarecem o financiamento da casa própria, elevam o valor das parcelas mensais e tornam a aprovação bancária mais rígida. O resultado? Muitas pessoas que queriam comprar um imóvel simplesmente não conseguem mais.
O cenário de 2025 em números
Em 2025, o Brasil conviveu com a Selic a 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas. Segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), o primeiro semestre de 2025 fechou com R$ 140,4 bilhões em novos contratos de financiamento imobiliário — uma queda de 3% em relação ao mesmo período do ano anterior. Em volume, foram 496,1 mil unidades financiadas, recuo de 11% na comparação com 2024.
Além disso, dados do Banco Central apontam que a inadimplência geral em empréstimos com recursos livres chegou a 5,5% no início de 2026, o nível mais alto desde agosto de 2017.
Com crédito mais caro e parcelas mais pesadas, uma parcela considerável dos brasileiros passou a ter dificuldade em honrar compromissos financeiros já assumidos. E é exatamente aí que a conexão com os leilões aparece.
Como os juros altos alimentam o mercado de leilões
Após um período de notificações, quando um financiamento imobiliário entra em inadimplência e as tentativas de renegociação não têm sucesso, o imóvel é retomado pelo credor (normalmente um banco ou instituição financeira) e encaminhado a leilão, geralmente com deságio em relação ao valor de mercado.
Quanto maior a pressão dos juros, maior tende a ser o volume de imóveis que entram no mercado de leilões. E quanto maior a oferta, mais diversificadas e competitivas se tornam as oportunidades.
Por que esse momento é estratégico para quem compra em leilão
Quem acompanha o mercado imobiliário sabe que oportunidade e timing andam juntos. E o cenário atual reúne uma combinação incomum de fatores favoráveis para o arrematante. De um lado, há uma oferta maior de imóveis disponíveis, com preços que refletem a urgência da venda. De outro, a própria Selic elevada afasta compradores convencionais que dependem de financiamento para fechar negócio e reduz a concorrência nos leilões.
Quem tem capital disponível ou capacidade de arcar com o arremate enfrenta menos disputa e encontra mais espaço para negociar. É o mercado funcionando ao contrário do intuitivo, o momento que parece ruim para comprar imóvel à vista pode ser exatamente o momento certo para quem sabe onde e como procurar.
Economia e oportunidade: dois lados da mesma moeda
Nenhum cenário econômico é bom ou ruim de forma absoluta. A Selic alta afeta famílias, contrai o crédito e desacelera o mercado. Mas também gera, como consequência natural, um fluxo maior de imóveis que precisam ser vendidos com agilidade e em condições acessíveis.
Quem entende essa dinâmica passa a usá-la como uma ferramenta de leitura do mercado. E é exatamente esse tipo de atenção que separa o comprador impulsivo do investidor estratégico. Se você quer acompanhar os leilões disponíveis e encontrar oportunidades alinhadas ao seu perfil, a Globo Leilões reúne imóveis em todo o Brasil com total transparência e segurança jurídica.









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